terça-feira, 5 de novembro de 2013

Empresas investem na exploração de lixo eletrônico !

Os metais nobres que sobram no celular velho que ficou na gaveta podem virar receita nas mãos de quem já se atentou para esse mercado em potencial. E também o plástico, os circuitos e placas. Enquanto a média de produção de lixo eletrônico por ano está em 3,5 quilos, uma cadeia produtiva para dar destino útil a esses resíduos começa a caminhar no Brasil. De olho na lei de resíduos sólidos, que responsabiliza as fabricantes pelo recolhimento do que pode ser reaproveitado, criou espaço para surgimento de pequenas e médias empresas que começam a explorar a parte que lhes cabe nesse mercado – à estimativa é que o potencial de receita do mercado global de recuperação de lixo eletrônico em 2020 seja de US$ 21 bilhões.
“O e-lixo é um bem valioso que não se degrada na natureza. Achar e aproveitar esse mercado é maneira de transformar essa questão de problema em solução a partir do reaproveitamento dos componentes”, defende o professor Jamil Moysés, coordenador do MBA em Logística da FGV/IBS. E ele vai além: “Não me espantaria se, no futuro, as empresas que fazem a coleta desses resíduos nem cobrarem pelo serviço, apenas pelo direito de usá-los como produto”. Esse futuro já chegou para uma empresa de Betim, que não cobra para fazer essa coleta na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A divulgação da e-Mile – Empresa Mineira de Lixo Eletrônico ressalta: “Recicle seu lixo eletrônico sem sair de casa, agendamos coleta gratuita”. A administradora Fernanda Marciliana explica que o negócio é centrado na coleta e separação dos resíduos. “Aproveitamos quase todas as partes: a carcaça de plástico, os metais como alumínio, cobre, o aço e encaminhamos para as indústrias que tratam esses resíduos”, conta. O material segue para intermediários que até exportam o conteúdo.
“É mercado muito incipiente, que no Brasil tem muito a crescer. Aqui, por exemplo, não temos nenhuma indústria capaz de transformar o plástico da carcaça dos monitores de TV e impressoras. É um plástico especial, com substância antichama que demanda processo de reciclagem mais específico. Vai virar plástico reaproveitado na Europa”, detalha Fernanda. O quilo do plástico e do ferro, da maneira como a e-Mile repassa, custa R$ 0,20. Depois de beneficiado, chega a R$ 2. Atualmente, a empresa processa 50 toneladas por mês, entre diversos tipos de e-lixo. A perspectiva é dobrar essa quantidade a partir de parcerias com prefeituras, que são responsabilizadas, pela lei de resíduos sólidos, pelo tratamento adequado desse material.
Os equipamentos que têm placas, como celulares e computadores, por exemplo, são entregues para outra empresa, que tira proveito do e-lixo para fazer receita. Em euros. “Fazemos a triagem, com a separação de cada tipo de placa e a moagem desse material. Dali vai para a exportação, e então é feita a purificação dos metais nobres”, explica Flávio Melo, da Lorene Exportação e Importação, em Minas. A empresa tem 10 filiais Brasil afora e outras seis fora do país. Trabalha com grandes fornecedores como Nokia, LG, Samsung, Panasonic. Os negócios da Lorene crescem à invejável taxa de 20% ao ano, segundo Melo, exportando em média 300 toneladas por ano de eletrônicos para reciclagem.
Ele cita o exemplo da fábrica da Multilaser, em Extrema, no Sul de Minas, que cobra R$ 60 para a retirada de cada tonelada de e-lixo e gera cinco toneladas por semana. “Um parceiro local compra o material da fabricante, destrincha, desmonta e eu compro dele”, diz, ressaltando que a prática já faz parte da logística da empresa. O portfólio de celulares da Multilaser cresce acompanhando a entrada da classe C no mercado de smartphones, ou webfones. São aparelhos mais simples, que permitem acesso à internet e navegação em mídias sociais, a preços competitivos.

Mapa da coleta

O e-lixo Maps, ferramenta mantida pelo Instituto Sérgio Motta, é mapa interativo dos postos de coleta de resíduos eletrônicos. “Quem tem um posto faz o cadastro, nós checamos e colocamos no ar”, conta Sílvia Antibas, coordenadora do projeto. Já são 4 mil postos cadastrados, espalhados por todo o país. Mais de 60% dos estabelecimentos são focados em computadores e celulares, mas a ferramenta divide a navegação em mais de 112 variedades de lixo eletrônico – de lâmpadas a secadores de cabelo e geladeiras. 
Informações no site www.e-lixo.org.


L.E pode ser trocado por desconto em passagens aéreas !

Veja nesse link abaixo uma novidade atrativa sobre o Lixo Eletrônico :

http://www.alterosa.com.br/app/belo-horizonte/noticia/jornalismo/ja---1ed/2013/05/31/noticia-ja-1edicao,86402/lixo-eletronico-pode-ser-trocado-por-desconto-em-passagens-aereas.shtml







segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Brasil - O Campeão de Lixo Eletrônico entre Emergentes

O Brasil é o mercado emergente que gera o maior volume de lixo eletrônico per capita a cada ano. O alerta é da ONU, que nesta segunda-feira, 22, lançou seu primeiro relatório sobre o tema e advertiu que o Brasil não tem nem estratégia para lidar com o fenômeno, e o tema sequer é prioridade para a indústria.O Brasil é também o país emergente que mais toneladas de geladeiras abandona a cada ano por pessoa e um dos líderes em descartar celulares, TVs e impressoras. O estudo foi realizado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), diante da constatação de que o crescimento dos países emergentes de fato gerou maior consumo doméstico, com uma classe média cada vez mais forte e estabilidade econômica para garantir empréstimos para a compra de eletroeletrônicos. Mas, junto com isso, veio a geração sem precedente de lixo.  

A importância do Descarte do L.E

Neste vídeo abaixo, você poderá saber pra onde se destina o lixo eletrônico:


Consequências do Descarte Inadequado do L.E

Este descarte é feito quando o equipamento apresenta defeito ou se torna obsoleto (ultrapassado). O problema ocorre quando este material é descartado no meio ambiente. Como estes equipamentos possuem substâncias químicas (chumbo, cádmio, mercúrio, berílio, etc.) em suas composições, podem provocar contaminação de solo e água.

Além do contaminar o meio ambiente, estas substâncias químicas podem provocar doenças graves em pessoas que coletam produtos em lixões, terrenos baldios ou na rua.


Estes equipamentos são compostos também por grande quantidade de plástico, metais e vidro. Estes materiais demoram muito tempo para se decompor no solo.

Quando falamos de Lixo Eletrônico...

Quando falamos em lixo eletrônico, a primeira coisa que vem à mente são aqueles incômodos spams que ocupam espaço na caixa de email, trazendo vírus e corrompendo o seu computador. Porém, não é deste lixo que estamos nos referindo.
Lixo Eletrônico é todo resíduo material produzido pelo descarte de equipamentos eletrônicos que não podem mais ser reaproveitados, como computadores, celulares, notebook, câmeras digitais, MP3 player, entre outros. São considerados lixos eletrônicos também artigos elétricos de casa, como geladeiras, microondas e o que mais você usar em casa que, descartados, podem poluir o planeta). Com o elevado uso de equipamentos eletrônicos no mundo moderno, este tipo de lixo tem se tornado um grande problema ambiental quando não descartado em locais adequados.

Tripé da Sustentabilidade

O tripé da sustentabilidade tem base no equilíbrio entre as três funções da organização: os 3 “pés”.
  
O 1º “pé” é a sustentabilidade ligada ao ambiente, que exige que as organizações se atentem ao comprimento de sua legislação, não polindo mais do que o permitido para seu seguimento.

 No 2º, temos a sobrevivência da empresa no meio econômico. O mercado no qual a organização está inserida exige estratégias de negócio, foco nos meios e objetivos, relação vantajosa para o cliente na relação qualidade e custo do produto e/ou serviço, além de ter que oferecer vantagens em relação aos concorrentes.


O 3º, e não menos importante, é a sustentabilidade social, onde a organização assume o compromisso do desenvolvimento sustentável e social, utilizando de recursos naturais reciclados, participações e iniciativas em projetos sustentáveis que beneficiem não só o meio ambiente, mas as sociedades vizinhas à empresa, transformando seus resultados corporativos em resultados sociais, ambientais e econômicos.